A segunda prévia de julho do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) trouxe uma boa notícia para quem mora de aluguel: o índice, usado para calcular o reajuste da maioria dos contratos, teve deflação de 0,27%. No ano, a queda acumulada alcançou 1,51% e, em 12 meses, a deflação acumulada é de 0,51%.
De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), tiveram maior influência de queda sobre o IGP-M, entre os produtos vendidos no atacado, o óleo diesel, que ficou em média 7,37% mais barato, e o minério de ferro, cujo preço caiu 7,02%. Já entre os preços ao consumidor, os produtos que mais influenciaram o recuo da taxa de inflação foram a batata-inglesa (-15,11%) e a cenoura (-16,35%).
Componentes
Entre os três índices que compõem o IGP-M, a maior influência de queda veio do Índice de Preços por Atacado (IPA), que teve variação de -0,56% na segunda prévia de julho, acentuando a deflação de 0,21% registrada no mesmo período do mês anterior.
No corte por origem, os produtos agropecuários, que haviam subido 1,20% em junho, ficaram 1,16% mais baratos em julho. Já os produtos industriais passaram de uma deflação de -0,67% para um recuo menor, de 0,37%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também contribuiu para o recuo do IGP-M, passando de 1,72% para 0,33%. O índice do custo da mão de‐ obra variou 0,76%, em julho, após elevação de 3,89% no mesmo período do mês anterior. A taxa do índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de ‐0,18%, em junho, para ‐0,06%, em julho.
Para o consumidor, preços sobem mais
Terceiro componente do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) impediu uma queda maior do indicador. Os preços ao consumidor subiram em média 0,25% na segunda prévia de julho, acima da taxa de 0,15% do mês anterior.
A alta na taxa do IPC foi puxada pelos custos de alimentação, que variaram 0,33% (ante ‐0,36% no mês anterior) e transportes (de ‐0,03% para 0,02%).
Na ponta contrária, os outros grupos tiveram recuo em suas taxas: despesas diversas (1,36% para 0,18%), saúde e cuidados pessoais (0,40% para 0,27%), educação, leitura e recreação (0,07% para ‐0,02%), vestuário (0,79% para 0,71%) e habitação (0,35% para 0,29%).
Nestes grupos, merecem destaque os itens: cigarro (3,15% para ‐0,02%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,28% para ‐0,14%), passagem aérea (0,95% para ‐3,46%), calçados masculinos (1,59% para ‐0,90%) e taxa de água e esgoto residencial (0,90% para 0,00%), respectivamente.
Fonte: G1 |